Pela primeira vez na história da expansão metroviária paulista, as obras da Linha 2-Verde contam com duas tuneladoras operando ao mesmo tempo. A mobilização conjunta teve início em outubro, marcando uma nova fase para o projeto que promete desafogar o trânsito e integrar municípios vizinhos à capital.
Atuação das tuneladoras
Enquanto a máquina batizada de Hebe Camargo iniciou sua jornada na sexta-feira (16) partindo da futura estação Penha em direção a Guarulhos, a Cora Coralina retomou as atividades no sentido Vila Prudente. Essa estratégia operacional possibilita a abertura de diferentes frentes de trabalho em pontos distintos do traçado.
A Cora Coralina já havia finalizado o trecho inicial entre o Complexo Rapadura e Vila Prudente, sendo realocada para avançar rumo à futura estação Guilherme Giorgi desde o dia 13 de outubro.
Dimensões dos equipamentos
A Hebe Camargo destaca-se como a maior tuneladora da América Latina, ostentando impressionantes 133 metros de comprimento, 2.600 toneladas e uma roda de corte com 11,67 metros de diâmetro. Seu trajeto exigirá a escavação de quase 5,8 quilômetros de túneis até o poço Castelo Branco, em Guarulhos, removendo cerca de 620 mil metros cúbicos de terra e instalando 3.867 aduelas de concreto.
Já a Cora Coralina possui porte robusto, com 100 metros de extensão, 500 toneladas e roda de corte de 11,66 metros. Ambas possuem tecnologia para perfuração e revestimento simultâneo das paredes subterrâneas.
Fases do projeto de expansão
O avanço tecnológico acelera a divisão estrutural do projeto, que está segmentado em duas grandes etapas: Vila Prudente–Penha e Penha–Dutra.
A primeira fase adicionará 8,3 quilômetros de vias e oito novas estações na Zona Leste. Na sequência, a linha chegará a Guarulhos, oferecendo acesso direto dos moradores da cidade vizinha à rede de trilhos subterrâneos da capital.
Fonte: Agência SP
