Digitalizar é Humanizar

O varejo físico na era digital e o avanço do conceito phygital

Digitalizar um negócio não é apenas criar um site ou vender pelas redes sociais. É repensar a forma de se conectar com o cliente.

Durante muito tempo, acreditou-se que o avanço do digital seria o fim das lojas físicas. A realidade mostrou o contrário: o futuro do varejo está justamente na integração entre o físico e o digital — o chamado phygital.

O que é o varejo phygital?

O termo vem da junção das palavras physical (físico) e digital, e representa a união entre esses dois mundos para criar uma experiência de compra única e fluida.

Hoje, o cliente transita naturalmente entre o online e o offline. Ele pesquisa nas redes sociais, conversa com a loja pelo WhatsApp, visita o ponto de venda para experimentar o produto e, às vezes, finaliza a compra no site.

Essa jornada híbrida exige que o lojista esteja preparado para atender o consumidor onde ele estiver — e com a mesma qualidade em todos os canais. O phygital é, acima de tudo, uma estratégia de relacionamento, e não apenas de tecnologia.

Ao longo da minha trajetória no Depósito da Lingerie, percebi que digitalizar não significa substituir o atendimento humano, mas ampliar a presença da marca.
A tecnologia vem para potencializar o que o varejo tem de mais valioso: a relação de confiança com o cliente.

Digitalizar é, portanto, humanizar com estratégia.

É usar as ferramentas digitais para estar onde o consumidor está, falar a língua dele e manter viva a essência da loja física — o acolhimento, a experiência e o propósito.

A digitalização do varejo não é sobre deixar de ser humano; é sobre usar a tecnologia para servir melhor as pessoas.

E é esse equilíbrio entre o físico e o digital, entre a técnica e o toque humano, que diferencia os negócios que sobrevivem dos que realmente prosperam.

No dia 13 de novembro, tive o prazer de compartilhar, em parceria com o SEBRAE-SP, as lições e desafios de levar uma marca tradicional do varejo popular para o ambiente digital. Discutimos o que realmente faz diferença nesse processo: visão, consistência e empatia.

O futuro do varejo não é digital nem físico — é relacional.
E quem entender isso, vai continuar vendendo com alma, em qualquer plataforma.

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