O Carnaval de 2026 confirmou sua força como um dos maiores motores de consumo e circulação de renda do país. No Brasil, o feriado movimentou cerca de R$ 18,6 bilhões em fevereiro, um crescimento expressivo em relação ao ano anterior e um dos maiores resultados já registrados para o mês. Em São Paulo, o impacto também foi nítido: as vendas do varejo paulistano cresceram cerca de 8,5% durante o Carnaval, segundo entidades locais. Isso mostra que, longe de ser apenas uma pausa, o período gerou fluxo, renda e oportunidades para quem se preparou.
O feriadão trouxe mais circulação de pessoas nas ruas e bairros, maior presença de clientes em lojas locais, inclusive na Zona Leste, e aumento de compras impulsivas e de conveniência. O consumidor não desapareceu: apenas mudou de ritmo, focando em experiências, compras imediatas e praticidade.
Para o varejo que antecipou estoques, ajustou ofertas e entendeu o comportamento local, o Carnaval elevou o fluxo nas lojas, acelerou o giro de produtos sazonais e reforçou o relacionamento com clientes. Na Zona Leste, onde o comércio de bairro e o consumo de proximidade são fortes, foliões e moradores movimentaram centros comerciais, e pequenos comerciantes preparados registraram mais vendas, especialmente em vestuário, alimentos, bebidas e itens de conveniência.
Como termômetro de gestão, o Carnaval 2026 deixou claro que, ao antecipar demandas, compreender o consumidor, ajustar a operação e se posicionar bem nos canais, o varejista transforma o feriado em peça estratégica do calendário, com impacto direto no caixa e na economia regional.

Por Marcelo Dória – Professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), CEO do Depósito da Lingerie e Pres. Câmara de Dirigentes Lojistas de S. Mateus
