Prefeitura autoriza uso de colete balístico fora do expediente e amplia investimentos em viaturas, armamentos e monitoramento por câmeras na capital
A Prefeitura de São Paulo autorizou que os agentes da Guarda Civil Metropolitana passem a levar os coletes balísticos para casa e utilizem o equipamento também fora do horário de serviço. O objetivo da medida, anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes, é reforçar a proteção dos profissionais, sobretudo no trajeto entre o trabalho e a residência, momento em que guardas já foram surpreendidos por criminosos em diferentes pontos da capital.
Segundo a administração municipal, recentes ocorrências envolvendo guardas civis metropolitanos elevaram a preocupação com a segurança da categoria. Como esses agentes atuam armados, eventuais confrontos em situações de abordagem ou tentativa de assalto tendem a ser mais graves, o que torna o uso do colete uma camada adicional de proteção mesmo fora do expediente.
Até então, os coletes balísticos deviam permanecer nas inspetorias ao fim de cada turno. Com a mudança, os cerca de 7,5 mil agentes da corporação poderão portar o equipamento em momentos de folga, desde que de maneira discreta, sob roupas comuns, para não chamar atenção nas ruas e no transporte público. A gestão municipal ressaltou que não haverá necessidade de aquisição de novos coletes, já que cada guarda já possui o seu. O que muda é apenas a autorização formal para o uso fora do período de trabalho.
Além da flexibilização no uso dos coletes, a Prefeitura anunciou novos investimentos na estrutura operacional da GCM. Foram entregues 50 motocicletas de alta cilindrada, com previsão de chegada de outras 50 ainda no primeiro semestre. Esses veículos serão direcionados, principalmente, para ações de enfrentamento ao crime organizado, que também tem intensificado o uso de motos potentes em atividades criminosas.
Diferentemente de iniciativas anteriores, as novas motocicletas não virão equipadas com câmeras integradas ao sistema de monitoramento Smart Sampa. A checagem de placas de veículos suspeitos será feita diretamente pelos agentes, por meio de dispositivos móveis conectados a bancos de dados oficiais, possibilitando a identificação de adulterações, registros de roubo e furto ou outras irregularidades durante as abordagens.
O reforço de equipamentos inclui ainda novos armamentos, munições e estruturas específicas para atuação em áreas aquáticas. A corporação recebeu uma lancha de grande porte — a primeira com esse nível de robustez para a GCM —, além de motos aquáticas e botes, ampliando a capacidade de patrulhamento em represas, rios e regiões sob risco de crimes ambientais, furtos e ocorrências ligadas à segurança pública.
Outro eixo destacado pela administração municipal é a expansão do programa de monitoramento Smart Sampa. De acordo com a Prefeitura, mais 20 mil câmeras estão em fase de instalação em diferentes bairros, o que elevará o total para mais de 60 mil equipamentos espalhados pela cidade. A expectativa é de que o aumento da malha de vigilância eletrônica contribua para a prevenção de delitos, a identificação rápida de suspeitos e o apoio às forças de segurança em operações coordenadas.
Com a combinação de coletes balísticos liberados para uso fora do expediente, reforço de viaturas e armamentos e a ampliação do monitoramento por câmeras, a gestão municipal busca criar um ambiente de maior proteção para os guardas civis metropolitanos e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de resposta da GCM no atendimento às ocorrências em São Paulo.










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