Setembro é o mês da campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio e à valorização da vida, com o Dia Internacional celebrado em 10 de setembro. Na Zona Leste de São Paulo, a data reforça a importância de identificar sinais de sofrimento emocional e buscar ajuda profissional, já que nem sempre quem sofre consegue pedir socorro.
Segundo a psicóloga responsável pela orientação da campanha, o sofrimento nem sempre é visível. Isolamento, irritabilidade, queda de rendimento e alterações no sono podem indicar que algo não está bem. “Todas apresentam algum sinal diferente do habitual”, afirma.
Crianças, adolescentes, adultos e idosos podem manifestar esse sofrimento de formas distintas, e o cuidado com os mais velhos merece atenção redobrada, já que sintomas emocionais costumam ser atribuídos apenas à idade.
Perguntas simples, como “como você está de verdade?”, acolhem mais do que frases que minimizam o sofrimento. Ouvir não significa resolver tudo: a rede de apoio deve encaminhar a pessoa a profissionais, seja em UBS, CAPS ou serviços privados.
No trabalho, a atualização da NR-1 passou a exigir que empresas considerem fatores de risco psicossociais na gestão de riscos ocupacionais, incluindo sobrecarga e assédio. “A proposta é sair de uma cultura que só reage quando alguém já está adoecido e avançar para a prevenção”, explica a psicóloga e fundadora de consultoria em saúde corporativa.
Para apoio imediato, o CVV oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de chat e e-mail.











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