O governo do estado de São Paulo formalizou na última quinta-feira (22) um acordo de parceria público-privada (PPP) avaliado em R$ 6 bilhões com o Consórcio MEZ-RZK Novo Centro. O acerto, divulgado oficialmente no Diário Oficial do dia seguinte, viabiliza a criação da nova sede administrativa na zona central da capital paulista, representando uma das principais bandeiras da gestão do governador Tarcísio de Freitas.
Cronograma de execução e fases das obras
A implantação do complexo seguirá uma linha do tempo dividida em etapas anuais. Inicialmente, o foco recairá sobre o planejamento, elaboração de projetos executivos e obtenção de licenças. O primeiro ano contemplará as intervenções iniciais no Terminal Luz e as desapropriações necessárias. Já no segundo período, ocorrerão os desfechos dos estudos, a entrega do terminal e o reassentamento das famílias cadastradas.
As edificações principais nas quadras designadas começam a ganhar forma a partir do terceiro ano, enquanto as primeiras entregas e o restauro dos imóveis tombados estão programados para o quarto ano. A conclusão integral de todo o escopo de quadras está projetada para o quinto ano do contrato, que se estenderá por três décadas de concessão.
Detalhes do consórcio e investimentos públicos
O grupo vencedor garantiu o contrato após apresentar um desconto de 9,62% sobre o teto estipulado de R$ 76,6 milhões, fixando a contraprestação mensal do estado em R$ 69,2 milhões. O consórcio é composto pelas companhias Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property, tendo o direito de exploração comercial de estacionamentos e lojas no local.
Do montante total investido, o Tesouro estadual aplicará cerca de R$ 3,4 bilhões. Atualmente, a administração pública dispersa aproximadamente 22 mil servidores estaduais em mais de 40 endereços diferentes pela cidade, cenário que mudará com a unificação das secretarias em um único polo gerido sob parâmetros de desempenho.
Impacto urbanístico e social na região central
O projeto arquitetônico vencedor, assinado pelo escritório Ópera Quatro Arquitetura sob a liderança de Pablo Chakur, ocupará quatro quadras entre a Rua Conselheiro Nébias e a Alameda Barão de Piracicaba. O plano prevê a construção de sete edifícios e dez torres, além da recuperação de 17 casarões tombados e a restauração do histórico Palácio dos Campos Elíseos com mobília original.
Para o âmbito social e habitacional, o plano engloba a edificação de mais de 6 mil moradias populares na área central, requalificação da Praça Princesa Isabel e ampliação de áreas verdes. Para viabilizar todo o escopo, cerca de 230 imóveis passarão por desapropriação, com um custo estimado de R$ 500 milhões para amparar as cerca de 600 famílias mapeadas na zona de intervenção.
Fonte: G1











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