As missões aéreas da Polícia Militar vão muito além de pilotar. Antes de cada decolagem, os profissionais analisam a ocorrência, planejam a rota e asseguram a integridade tanto da tripulação quanto dos cidadãos atendidos. Em celebração ao Dia do Aviador, integrantes do famoso helicóptero Águia revelaram os bastidores e a intensidade das operações diárias de resgate e salvamento no estado de São Paulo.
Preparação rigorosa e trabalho em equipe
“Cada missão exige preparo, atenção e trabalho em equipe. Faço parte dessa rotina desde 2023, quando passei a atuar como copiloto do helicóptero Águia”, conta a tenente Larissa Aguiar.
Antes de subir aos céus, a rotina envolve protocolos rígidos de segurança, que contemplam o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como macacões antichama. Reuniões de alinhamento e checagem minuciosa das condições meteorológicas complementam os cuidados prévios.
Apoio integrado em solo e no ar
O sucesso das operações não depende apenas de quem está na cabine. Médicos, enfermeiros, mecânicos e equipes de solo formam uma engrenagem indispensável para que o serviço funcione com excelência.
Com 42 anos de história fundamentados no lema “voar para servir”, a corporação mantém números expressivos. Apenas nos primeiros nove meses de 2026, foram contabilizados 419 resgates, 38 buscas, 27 salvamentos terrestres e oito remoções aeromédicas.
Histórias de vocação e superação
A tenente Larissa viu sua paixão pela aviação nascer enquanto trabalhava no policiamento de rua, período em que compreendeu o peso vital do suporte aéreo.
“Estar no ar é ter uma missão e um propósito. Quando decolamos, é porque alguém realmente precisa de nós”, afirma a tenente Larissa Aguiar.
Por sua vez, o capitão Marcelo Montenegro transformou um objetivo de infância em profissão, somando duas décadas de corporação e 14 anos pilotando o Águia. “Ser aviador é uma vocação, uma honra e uma dádiva, porque temos a oportunidade de ajudar as pessoas e fazer a diferença na vida delas. Era um sonho de infância”, conta o capitão Marcelo Montenegro, que integra o CAvPM há 20 anos e pilota o Águia há 14.
Desafios e precisão técnica nos resgates
A complexidade aumenta quando faltam dados precisos sobre a localidade, o nível de urgência ou o total de feridos, cenários comuns em regiões de difícil acesso.
“Quando temos uma ocorrência, sabemos que existe uma pessoa precisando da gente. Então, viramos uma chave e fazemos o nosso melhor, porque sabemos que nossa atuação pode fazer a diferença. Precisamos agir com rapidez, mas também com o máximo de precisão técnica para realizar o pouso com segurança e permitir o atendimento da vítima”, explica o capitão.
Enquanto a população geralmente nota o helicóptero apenas pelo som característico no céu, o trabalho envolve uma retaguarda complexa de planejamento e técnica. “Por trás de cada missão, há profissionais que trabalham em conjunto para chegar aonde o socorro é necessário e oferecer atendimento no menor tempo possível, sempre com segurança”, conclui o capitão.
Fonte: Agência SP











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