Com o objetivo de auxiliar mulheres durante a terapia oncológica, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançaram o e-book “Cozinha que Acolhe”. A iniciativa faz parte das ações do Outubro Rosa e disponibiliza dez receitas adaptadas, além de orientações práticas para enfrentar os desafios nutricionais comuns nessa fase.
Cardápio adaptado para sintomas do tratamento
O material didático traz opções variadas, incluindo bebidas, shakes, pratos salgados, doces e mingaus, todos feitos com insumos fáceis de encontrar. O propósito é apresentar soluções para períodos em que efeitos colaterais como náuseas, boca seca, alterações no paladar e falta de apetite dificultam as refeições diárias. O conteúdo completo está disponível para download no site oficial da pasta estadual de saúde.
“A alimentação faz parte do cuidado integral de pacientes em tratamento contra o câncer. Com este e-book, queremos oferecer informações práticas e acessíveis, que ajudem pacientes e familiares a lidar com os desafios da rotina alimentar durante esse período. Mais do que reunir receitas, a iniciativa reforça a importância do acolhimento e do cuidado individualizado, respeitando as necessidades de cada pessoa”, afirma Edmund Chada Baracat, coordenador de Saúde da Mulher da SES-SP.
Orientações nutricionais e acesso ao SUS
Além do receituário, o guia digital inclui recomendações para incentivar a hidratação, contornar modificações no sabor da comida e ajustar a dieta em momentos de fadiga. O documento também detalha como solicitar a mamografia por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, citando as unidades móveis do programa Mulheres de Peito, o suporte via Poupatempo, canais telefônicos de agendamento e a rede de Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Entre as barreiras que afetam a nutrição das pacientes estão a perda de apetite, o surgimento de feridas na boca, episódios de náuseas e vômitos, ressecamento bucal, distorções gustativas, problemas de mastigação ou deglutição, e o comprometimento da absorção intestinal de nutrientes.
“Esses efeitos colaterais podem prejudicar a capacidade de consumir adequadamente os alimentos necessários para o funcionamento corporal, acarretando perda de peso e de massa muscular, o que pode comprometer o tratamento proposto”, explica Maria Del Pilar Estevez Diz, oncologista e diretora do Corpo Clínico do Icesp.
A campanha destaca o papel da nutrição no suporte global às mulheres diagnosticadas com a doença. Os organizadores ressaltam que as diretrizes do e-book possuem caráter informativo e não substituem o acompanhamento clínico personalizado, sendo fundamental consultar a equipe médica antes de qualquer alteração na dieta.
Fonte: Agência SP










