A rede estadual de ensino de São Paulo passa por uma ampla reestruturação que envolve reformas em prédios antigos, climatização de ambientes e a construção de unidades educacionais com novos padrões voltados para a aprendizagem, o esporte e a convivência. Nos últimos anos, milhares de intervenções foram finalizadas em centenas de cidades paulistas, beneficiando milhões de alunos com recursos bilionários.
Modernização e impacto na frequência
As melhorias contemplam a revitalização de cozinhas, refeitórios, salas de aula, banheiros e quadras esportivas, além de correções em fachadas, telhados e itens de acessibilidade. Com a expansão da educação profissional, novas instalações como laboratórios de tecnologia e enfermagem também foram integradas aos prédios escolares.
Em entrevista ao SP POD, o secretário executivo da Secretaria da Educação de São Paulo, Vinícius Neiva, destaca que as obras dão conforto aos alunos e professores. “Quando o espaço é agradável, as crianças querem ir para estudar, encontrar com os amigos e com os professores. Quanto melhor for o espaço, mais o aluno está presente, mais o aluno foca e a equipe pedagógica foca no aprendizado. A gente vê um crescimento muito grande da frequência dos alunos. Isso se deve também a esse investimento em infraestrutura”, afirma Vinícius Neiva.
Atualmente, milhares de frentes de trabalho seguem em andamento para atualizar a rede de ensino. Para o secretário executivo da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Vinícius Neiva, a modernização busca adequar a rede às novas demandas educacionais. “A gente encontrou uma rede envelhecida e que precisava de muitos investimentos. Por isso, várias escolas que tinham problemas críticos há décadas receberam investimentos”, afirma Neiva.
Parceria público-privada e ensino integral
Uma das principais estratégias de expansão é a PPP Novas Escolas, voltada exclusivamente para unidades do Programa de Ensino Integral (PEI). O plano prevê a entrega de dezenas de instituições em várias cidades, com capacidade para dezenas de milhares de estudantes em período estendido.
“Quando você coloca uma escola em tempo integral, não é só uma questão de tempo, é uma questão da qualidade do ensino. O aluno vai poder ter aula de música, esporte com outras parcerias, aula de reforço se ele precisar, aula de robótica e um conjunto de outras habilidades que ele acaba desenvolvendo em uma escola de tempo integral. Então a gente muda a realidade da localidade, muda a realidade do aluno, porque ele vai aprender mais e os números mostram isso e a gente muda a realidade da família. Então de fato é a educação fazendo essa transformação social”, ressalta o secretário Vinícius Neiva.
Nesse modelo de parceria, o setor privado cuida da construção e dos serviços de apoio, como limpeza, segurança e manutenção, enquanto a gestão pedagógica permanece inteiramente sob a tutela do poder público.
Avanço no conforto térmico
Outro eixo fundamental do plano de melhorias é a climatização das salas de aula para garantir maior conforto térmico aos estudantes. O programa conta com aportes expressivos para equipar centenas de unidades em dezenas de municípios.
A execução ocorre de forma gradual, exigindo primeiro o reforço na rede elétrica das instituições para só depois receber os aparelhos e realizar as ligações definitivas junto às concessionárias de energia.
Fonte: Agência SP










