O governo paulista lançou o terceiro edital do programa SP Global Tech para selecionar e capacitar 100 startups de base tecnológica com foco na expansão internacional. As inscrições para a iniciativa, conduzida em parceria com a InvestSP e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), seguem abertas até o dia 22 de novembro por meio da plataforma oficial da InvestSP.
Missões internacionais em 2027
Para o planejamento de 2027, estão previstas duas importantes jornadas para o exterior: o VivaTech Paris, na França, durante o primeiro semestre, e o SWITCH de Singapura, programado para a segunda metade do ano. Cada um desses eventos contará com a presença de 10 empresas escolhidas, que receberão mentorias individuais de preparação e um reembolso de até USD 3 mil para cobrir despesas elegíveis de viagem.
Desde o lançamento da iniciativa em 2025, o projeto já treinou mais de 200 negócios inovadores sediados no território paulista. A primeira turma teve a chance de marcar presença em vitrines globais como a London Tech Week, na Inglaterra, e o Web Summit Lisboa, em Portugal. O segundo grupo, treinado entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, participou do SXSW, em Austin, nos Estados Unidos, além de retornar ao evento em solo português.
Etapas de capacitação e gestão
O processo de desenvolvimento empresarial conta com uma fase inicial robusta de treinamento. “O SP Global Tech é estruturado em etapas que visam o amadurecimento da gestão, a identificação, o planejamento e a estruturação dos passos necessários para uma expansão bem-sucedida. O programa tem início com uma capacitação coletiva densa, com 60 horas de duração, voltada para as 100 startups aprovadas no edital”, explica Sirlei Gonçalves, coordenador do programa.
Neste período, os fundadores estudam características de territórios estrangeiros, modelos de negócios e particularidades culturais para a definição de um mercado-alvo. O cronograma engloba burocracias, regulamentações, exigências de certificação e o mapeamento dos principais ecossistemas de inovação do mundo. “Trata-se de uma jornada completa, que passa tanto por essa capacitação mais inicial sobre o que envolve atuar em mercados internacionais, como por pontos mais específicos dos mercados em questão, como regulações e atores importantes”, completa Gonçalves.
Mentoria e o desafio do pitch
As 10 empresas que apresentam melhor desempenho e avançam para as missões internacionais passam por um suporte individualizado e direcionado ao evento de destino. Essa fase engloba a imersão na realidade do mercado-alvo, criação de agendas estratégicas, mapeamento de conexões e apoio no aperfeiçoamento da apresentação comercial.
O treinamento do pitch é um dos pontos centrais dessa etapa, permitindo que os empreendedores demonstrem os diferenciais de suas soluções em falas curtas e impactantes. Essa habilidade é crucial para capturar o interesse de potenciais investidores, parceiros e clientes estrangeiros.
Além de auxiliar na adaptação de produtos para novos públicos, a ação cumpre um papel institucional estratégico. Ao projetar delegações qualificadas para o exterior, a gestão estadual evidencia a força do ecossistema de inovação local, atrai capital estrangeiro e viabiliza parcerias globais fundamentais para a economia.
Fonte: Agência SP










