O combate a inundações na Região Metropolitana de São Paulo recebeu um aporte expressivo do governo estadual, totalizando R$ 960 milhões destinados à construção de cinco reservatórios de amortecimento de vazão. Os equipamentos têm a função de conter grandes volumes pluviais e amenizar transtornos causados por tempestades severas nos centros urbanos.
Expansão da rede de reservatórios metropolitanos
Desde 2023, a SP Águas concluiu intervenções importantes com a entrega de duas estruturas em Franco da Rocha, uma em Francisco Morato e outro reservatório compartilhado entre Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Atualmente, os trabalhos continuam concentrados na capital paulista, com a implantação de um grande piscinão nas imediações do estádio do Morumbi.
Com as novas entregas, a malha de contenção atingiu a marca de 30 piscinões ativos, espalhados por 11 cidades: Diadema, Embu das Artes, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guarulhos, Mauá, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Taboão da Serra. Em conjunto, o sistema acumula capacidade superior a 6,3 milhões de metros cúbicos de água pluvial retida.
O funcionamento dessas bacias é essencial em áreas densamente povoadas com alto índice de impermeabilização. Ao segurar a enxurrada nos momentos mais críticos da chuva, os reservatórios evitam que rios e córregos atinjam picos de cheia imediatos, liberando a vazão de forma gradual e controlada após a tempestade.
“Em períodos de chuvas intensas, nossas equipes acompanham continuamente os níveis dos rios, a evolução das precipitações e as condições dos sistemas de drenagem. Esse monitoramento, aliado ao planejamento e à infraestrutura disponível, permite antecipar cenários, acompanhar as condições de operação dos reservatórios e ampliar a capacidade de resposta do Estado, contribuindo para reduzir os impactos dos eventos hidrológicos extremos sobre a população”, explica Nelson Lima, diretor da SP Águas.
IntegraTietê e ações de drenagem complementar
O plano de resiliência climática estadual envolve ainda o Programa IntegraTietê, voltado a desobstruir e recuperar o principal rio da região e sua bacia hidrográfica. Os investimentos somam R$ 1,4 bilhão desde 2023, viabilizando o desassoreamento de mais de 6,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos do leito do rio.
Além da dragagem, a ampliação da infraestrutura sanitária pós-desestatização da Sabesp já integrou mais de 1,5 milhão de residências à rede coletora de esgoto, impactando 4,5 milhões de moradores. Na calha do Rio Pinheiros, a remoção permanente de resíduos superficiais retirou 149,7 mil toneladas de lixo, com orçamento de R$ 228 milhões.
Manutenção de pôlderes e interior do estado
Para resguardar as pistas da Marginal Tietê de transbordamentos, a SP Águas administra e opera 12 pôlderes equipados com bombas e comportas que impedem o refluxo das águas para as vias de tráfego rápido durante os temporais.
Fora do eixo metropolitano, as iniciativas antienchente contemplam o interior e o litoral por meio do programa Rios Vivos. O projeto destinou R$ 366,3 milhões a serviços de desassoreamento em 202 cidades paulistas, removendo cerca de 4,9 milhões de metros cúbicos de detritos e melhorando a drenagem natural das bacias.
Fonte: Agência SP











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