A Câmara Municipal de São Paulo realizou uma reunião da Comissão Extraordinária de Segurança Pública para debater as principais vulnerabilidades enfrentadas pelos prédios residenciais, além de avaliar tecnologias preventivas e o papel da administração municipal no setor.
Soluções acessíveis para proteção residencial
Durante o encontro, Erick Coser, representante da empresa Gabriel, apontou alternativas de baixo custo para mitigar riscos e dificultar a ação de criminosos nas edificações.
“Existem duas medidas que fazem muita diferença e que têm um custo relativamente baixo: o uso de controles de acesso com criptografia, que dificultam a clonagem, e a instalação de portões de fechamento rápido, que ajudam a aumentar a segurança dos prédios”, comentou.
O vice-presidente do colegiado, vereador Kenji Ito (PODE), também enfatizou a necessidade de punições mais rígidas para infratores e criticou a atuação da justiça no combate a esses delitos.
“Esses criminosos merecem todo o rigor da lei. Pessoas que tentam violar a seguridade de condôminos precisam sentir o peso da justiça. Infelizmente nossa justiça ainda tem falhado nesse sentido. Precisamos continuar discutindo”, pontuou o parlamentar.
Proteção além dos muros
Um dos pontos centrais do debate foi a vulnerabilidade nas áreas externas dos complexos residenciais, conforme pontuou Carlos Alberto Previato, representante da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
“A segurança dos condomínios não é somente um problema interno, como portaria, biometria e clausuras. O maior risco está nos arredores, nas calçadas e nos acessos, no trajeto a pé ou de carro até a portaria”, disse.
Para minimizar essas ocorrências, a GCM tem intensificado o patrulhamento ostensivo e o monitoramento eletrônico nas ruas.
“Fazemos a Operação Saturação, mantendo viaturas estacionadas em pontos críticos, nos horários de maior fluxo, para coibir crimes de oportunidade, como furtos e roubos, que acontecem nos arredores dos condomínios. A ação da GCM, em conjunto com as forças de segurança da cidade, contribuiu para a maior seguridade da população”, explicou.
Investigação e novas diretrizes
Ainda durante a sessão, os parlamentares aprovaram um requerimento direcionado ao Ministério Público para apurar possíveis vínculos entre agentes políticos e o crime organizado.
“Esse requerimento solicita que o Ministério Público investigue possíveis envolvimentos de políticos eleitos com o crime organizado. Não podemos aceitar que instituições públicas sejam contaminadas por essas organizações. Esperamos que o Ministério Público e os órgãos competentes apurem o caso com a maior celeridade possível”, destacou Kenji.
A vereadora Amanda Vettorazzo (UNIÃO), presidente da comissão, avaliou o encontro como essencial para integrar a sociedade civil, síndicos e órgãos de segurança na busca por soluções conjuntas para a capital.
“Trouxemos síndicos para falar sobre a segurança dos condomínios e do entorno, além de empresas de monitoramento, o delegado, a Guarda Civil Metropolitana e a sociedade civil organizada. A segurança dos condomínios também faz parte da segurança da cidade de São Paulo, e precisamos entender como podemos contribuir ainda mais. Costumo brincar que o síndico é o vereador do prédio, então também queremos ajudar no trabalho que ele desenvolve dentro e fora do condomínio”, declarou.
Como desdobramento das conversas, o grupo planeja desenvolver capacitações voltadas aos profissionais da área e discutir novas regulamentações para coibir o uso de patinetes em roubos nas calçadas paulistanas.
“Identificamos que é preciso treinar as pessoas que prestam serviços de segurança nos condomínios. Vamos tentar elaborar um curso com a GCM para orientar sobre como identificar quem entra e sai, reconhecer suspeitos e preservar a cena de um crime. Também discutimos a questão dos patinetes e como podemos aprimorar a legislação, porque recebemos relatos de gangues utilizando esses equipamentos para roubar nas calçadas. Foram muitas questões discutidas hoje na comissão”, concluiu a vereadora.
Fonte: CMSP










